quarta-feira, 24 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
"UM OLHAR TEOLÓGICO SOBRE O ALCOOLISMO"
Obs: Imagem extraída do site: solucaoperfeita.com
"UM OLHAR TEOLÓGICO SOBRE O ALCOOLISMO"
"ALCOOLISMO"
Tudo o que atenta contra a vida humana está contra a Vontade de Deus, Jesus disse que veio "para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância" (João 10,10). Nosso corpo é templo da Santíssima Trindade, São Paulo disse: "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós. Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós" (I Coríntios 3,16-17).
Há muitas maneiras de destruir o corpo e a vida, como consequência, as drogas, a violência, os esportes perigosos e absurdos como luta de boxe, MMA, etc. E as drogas como maconha, cocaína, crack, LSD, álcool.
Tudo isso é pecado porque ofende o Autor da vida, que no-la deu como um grande dom e presente para ser vivida para os outros. A vida não é nossa, é de Deus; não sabíamos o dia do nascimento e não sabemos o dia da morte. Ela está em nós, mas não nos pertence. Somos administrador dela e teremos de prestar contas ao Criador.
O alcoolismo destrói a pessoa radicalmente, seu cérebro vai sendo "cozido" pelo álcool e todo o organismo vai morrendo, especialmente o fígado. Dá pena de ver quantos homens e mulheres jovens são dominados pelo álcool! Além disso, a família sofre as terríveis consequências de um pai ou mãe embriagados: casamento perece, os filhos sofrem ..."O salário do pecado é a morte" (Romanos 6,13).
As razões pelas quais a pessoa mergulha no álcool, compulsivamente, são muitas. A música "O ÉBRIO", de Vicente Celestino, retrata bem isso. Em muitos se torna uma doença, e isto diminui, de certa forma, a culpa. Mas todo o cristão tem de lutar contra a bebida. Não se deixar de buscar nela uma "FUGA" para os problemas da vida. É uma atitude de fraqueza e covardia. São Paulo diz: "não vos embriagues com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5,18). O Apóstolo não está proibindo beber vinho moderadamente, mas se embriagar. Ele recomendava a Timóteo "tomar também um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das mas frequentes indisposições" (I Timóteo 5,23).
O cristão pauta a sua vida pela "vigilância e oração" e coloca todas as suas preocupações nos braços do Pai e confia nele, sem buscar nas fugas a solução errada para seus males. É na oração, na Palavra de Deus, na Eucaristia e na Confissão, no santo Terço, que vamos buscar forças para vencer nossas mazelas, mas jamais no álcool.
Aqueles que porventura, se entregaram ao vício, devem lutar com as armas da fé, citados acima, e as armas da terapia: acompanhamento médico, podendo participar dos ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, buscar uma boa casa de recuperação, como as de Bethânia, fundada por Padre Léo, etc.
Autor: Professor Felipe Aquino - Escritor e apresentador na TV Canção Nova e blog:
blog.cancaonova.com/felipeaquino
blog.cancaonova.com/felipeaquino
OBS: Este artigo foi extraído da Revista Mensal do Sócio evangelizador, Ano: XIII, Nº: 172, Mês de abril de 2015 - clube.cancaonova.com
sábado, 14 de março de 2015
"COMUNIDADE ESCOLAR E DEPENDÊNCIA DE DROGAS: PISTAS DE AÇÃO"
Obs: Imagem extraída do site: cadaminuto.com.br
"COMUNIDADE ESCOLAR E DEPENDÊNCIA DE DROGAS: PISTAS DE AÇÃO"
A população escolar é constituída predominantemente de crianças, adolescentes e jovens que estão em fase de desenvolvimento, com possibilidades educacionais muito peculiares. Os educandos estão numa das fases mais preciosas da estruturação da personalidade e da organização dos padrões de vida. Em sua idade, eles passam praticamente metade de seu tempo no ambiente escolar. É importante, portanto, que a escola tenha uma proposta educacional que respeite as fases de desenvolvimento dos educandos e ofereça-lhes, criticamente, as bases para que realizem, o mais harmoniosamente possível, o seu crescimento, de forma interdisciplinar e em cooperação mútua com a família e a Igreja.
O mínimo que se exige de uma escola é que honestamente operacionalize os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que incluem os "Temas Transversais e o Ensino Religioso", e incentivam a desenvolver programas educacionais que proporcionem a formação de cidadãos críticos e responsáveis diante de uma sociedade cheia de problemas, entre eles, o da droga.
No contexto da Campanha da Fraternidade - 2001, propomos algumas "PISTAS DE AÇÃO" mais específicas para as escolas. Consideramos importante trabalhar as informações científicas sobre as drogas, como verdade, serenidade e lucidez, de acordo com a faixa etária dos alunos. Procure-se evitar o sensacionalismo, o moralismo e o alarmismo etc. Discursos antidrogas e mensagens amedrontadoras ou repressivas, além de não serem eficazes, podem até mesmo estimular o uso, pois "o amor educa, a repressão domestica". É necessário discutir, nos programas de prevenção, o uso de drogas e bebidas, situando-o, porém, dentro do contexto mais amplo da saúde.
O trabalho de prevenção às drogas, assim como da educação para a vivência equilibrada da sexualidade e não-violência, não deve constituir algo extraordinário na atividade educacional da escola, o que, em geral, causa curiosidade e apreensão entre os educandos e as famílias e, às vezes, desconfianças, de estar havendo na escola casos complicados, que estejam provocando a ação especial da escola nesses assuntos. Como a tarefa da escola ultrapassa os limites do instruir e transmitir conhecimentos - cada vez mais à disposição nos meios eletrônicos - sua missão passa sobretudo para a esfera do educar para a cidadania e para saber o que fazer com o saber acumulado, que está à disposição de todos. Cada professor é convidado, como responsável por seus alunos e pelos destinos do País, a desenvolver cada vez mais a dimensão educativa em seu trabalho profissional.
A escola, além do enfoque educativo das diversas disciplinas, favorecerá, criativa e generosamente, atividades extra classes, que favoreçam nos alunos o conhecimento de si e do outro, e estimulem a disciplina e organização do tempo. Ajudam muito nisso os diversos tipos de grupos, como teatro, dança, esporte, música, grêmios, grupos de jovens, voluntariado junto aos mais necessitados etc. Estimulem-se, portanto, atividades criativas que possam absorver e entusiasmar as crianças e os jovens. Para alguém afastar-se das drogas, é necessário que tenha outras opções mais interessantes, que lhe ocupem o tempo, dentro de um contexto muito mais saudável. Tudo isso contribui para que as pessoas cresçam nas relações humanas, assumam valores, tenham uma vida saudável, entrem num processo de amadurecimento, exercitem a participação cidadã, clareiem suas opções etc.
Faz parte do processo educativo estabelecer regras de convivência, limites claros e estimular processo participativo, que ajudem os alunos a construir um ambiente onde a disciplina pessoal e comunitária seja assumida, na liberdade, com geradora de equilíbrio pessoal, convivência construtiva com o diferente e comportamentos compatíveis com a cidadania. Das orientações que cabem à escola faz parte também a questão das drogas, da violência e de outros tipos de desvios comportamentais.
Muitas outras atividades podem, ainda, ser desenvolvidas: incentivar a participação em palestras, campanhas solidárias, debates, cines-fóruns, jornais, folhetos etc. Sobre a questão da dependência de drogas; envolver as famílias e a comunidade na montagem e na execução de planos de prevenção; capacitar professores e/ ou técnicos para identificar e dar encaminhamento aos alunos, que, em relação às drogas, se encontrem em situações de risco etc; apresentar modelos de vida existentes na história que ajudarão os estudantes na procura de um projeto de vida posto à disposição do bem comum, particularmente dos mais necessitados.
Quando se descobrem alunos usando drogas, a abordagem deve ser direta, com atitude clara de oferta de ajuda e não de repressão, encaminhando-o, conforme o caso, e em estreita ligação com a família, para acompanhamento especializado, grupos de ajuda mútua, entidades especializadas, serviços de saúde, internação etc. A escola não pode ser omissa e nem simplesmente descartar o problema mediante expulsão do aluno dependente. Ela não é uma agência de tratamento de casos tão específicos, mas, obviamente, lhe cabe orientar alunos e pais para procurarem instâncias adequadas de ajuda especializada.
Relembramos aqui as ricas propostas da Campanha da Fraternidade de 1998, que tratou da temática fraternidade e educação, no enfoque de uma educação "a serviço da vida e da esperança". Tais propostas promovem um processo educativo que liberta, dá condições aos alunos de "aprender a ser, aprender a aprender, aprender a conviver e aprender a fazer". Estimulam as pessoas a participarem na construção de uma escola mais eficaz, que eduque no exercício da cidadania, permitindo a todos serem também educadores, numa sociedade na qual somos todos aprendizes, sempre.
Obs: Reflexão extraída do livro: "VIDA SIM, DROGAS NÃO! - TEXTO-BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE - 2001", Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, São Paulo: Salesianas - Escolas Profissionais Salesianas, 2001, páginas 86, 87, 88 e 89. Site da editora: http//www.salesianos.org.br
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
"A VIDA E SUAS POSSIBILIDADES VALEM MAIS QUE A ILUSÃO DAS DROGAS"
Obs: Imagem extraída do site:
toninhokalunga.blogspot.com
"A VIDA E SUAS POSSIBILIDADES VALEM MAIS QUE A ILUSÃO DAS DROGAS"
Em seu artigo: "Drogas na Escola", Lídia Rosemberg Aratangy, recomenda "combater o vício das drogas, mas sem inibir essa preciosa inquietação que leva o homem a buscar conhecer sempre mais" (1). Em outras palavras, é preciso propor alternativas emocionantes, gratificantes. A própria fé é para ser vivida com a alegria de quem descobre um sentido para vida e proclama que viver é uma aventura capaz de grandes emoções. Sobre essa necessidade de buscar propostas empolgantes para construir um projeto de vida, diz o psicanalista Renato Mezan: "...sou quem amei; sou o que fiz de meus modelos, sou quem incorporei na voracidade absoluta de conter em mim o mundo" (2).
Santo Agostinho diz isso de outra maneira: "Nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti". De um modo ou de outro, o que se afirma é que o ser humano anda em busca de algo que dê SABOR, PROPÓSITO e ENTUSIASMO À VIDA. Muitas vezes pensa que encontrou, mas logo fica insatisfeito e parte para outra: isso é, também, um sinal da sua fome de infinito. Somos anunciadores do Infinito de Deus: cabe-nos fazer isso de forma convincente, com toda a fascinante beleza do chamado de Deus, sem fazer da religião uma coleção desanimadora de regras cujo sentido a pessoa não percebe.
São Paulo, que encontrou em algumas comunidades do início do cristianismo, pessoas que se deixavam levar por vícios, reagiu. Percebeu que elas precisavam ocupar-se com atividades sadias, que lhes causassem prazer interior, alegria. Suas admoestações são diretas e, ao pedir que essas pessoas deixem o vício, estimula-as a terem um comportamento que preencha a vida de alegria. Diz São Paulo: "Estejam atentos para a maneira como vocês vivem: não vivam como tolos, mas como sensatos, aproveitando o tempo presente, porque os dias são maus. Não se embriaguem, pois isso leva para a libertinagem. Busquem antes a plenitude do Espírito. Juntos recitem salmos, hinos e cânticos inspirados, cantando e louvando ao Senhor de todo o coração..." (Efésios 5, 15-19).
VIDA SIM ! MORTE NÃO !
A vida é um bem tão precioso que a grande promessa de Jesus é que ela será eterna, porque o nosso Deus é o Deus da Vida. Esse Deus da Vida quer também vida, a mais feliz possível, já, aqui e agora, não só depois da morte. Trata-se de vida com sabor de céu, mesmo no meio das dificuldades, vida de quem sabe por que e para que está vivo. Essa seria a primeira função da Educação da Fé: AJUDAR A CONSTRUIR MAIS VIDA, COM SENTIDO. A pessoa que tem fé deve ser capaz de acordar todos os dias com a sensação de estar fazendo parte de um GRANDE MILAGRE: " O fornecimento do tempo é um milagre cotidiano. Acordas pela manhã e vê ! Tua bolsa está magicamente cheia de 24 horas desse tecido ainda não manufaturado do universo da vida, a mais preciosa de tuas posses !" (Arnold Bennet).
No Evangelho segundo São João, Jesus nos diz que quem nele crê tem a vida eterna. Não diz "terá"; fala no presente. Trata-se também desta vida mesmo, daqui da terra, vivida no clima de Deus, cheia de um novo sentido. E quem vive neste clima da construção do Reino achará emocionantes as oportunidades do cotidiano, carregadas de apelos a um crescimento que é programa empolgante. Escreve São Paulo: "Como escolhidos de Deus, santos, amados vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. E acima de tudo vistam-se com o amor que é o laço da perfeição" (Colossenses 3, 12-14). Isto é viver na luz, e ele acrescenta: "O fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade" (Efésios 5,9). Vida com sentido é, portanto, uma excelente prevenção contra todo tipo de vício, tanto as drogas como formas destrutivas de enfrentar os problemas diários.
Notas:
(1) Lídia Rosemberg ARATANGY, "Drogas na Escola. O desafio da prevenção", In: Júlio Groppa AQUINO (Org.), Drogas na Escola. Editora Sammus Editorial, São Paulo, 1998, p.11.
(2) Paulo ABERTINI, "Mal estar e prazer", In: Júlio Groppa AQUINO (Org.), Drogas na Escola. Editora Sammus Editorial, São Paulo, 1998, p.46.
Obs: Trechos do Livro: "VIDA SIM, DROGAS NÃO !" - Texto base da Campanha da Fraternidade 2001, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, São Paulo: Salesianas - Escolas Profissionais Salesianas, 2001, páginas 52, 53 e 54.
Site: http://www.salesianos.org.br
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
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