VIDA LIVRE DAS DROGAS

VIDA LIVRE DAS DROGAS

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"PROGRAMAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS NA ESCOLA RIO CAETÉ"


"PROGRAMAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS NA ESCOLA RIO CAETÉ"


No dia 14.01.2016 foi desenvolvida na Escola Rio Caeté uma programação especial sobre prevenção ao uso de drogas com os alunos e professores do turno da noite, esta programação foi desenvolvida da seguinte forma:

- Histórico da Fazenda da Esperança Dom Eliseu;
- Testemunhos dos internos da Fazenda da Esperança Dom Eliseu;
- Doação de alimentos não perecíveis feita pelos alunos para a Fazenda da Esperança Dom Eliseu;
- Sorteio de agendas da Fazenda da Esperança.

Agradecemos aos que participaram e colaboraram para o sucesso desta programação !!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C" - LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO"



TUDO QUE VICIA COMEÇA COM "C"

Luiz Fernando Veríssimo


Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra "C"!

De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com "C".

Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra "C". Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com "C".

Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café, mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha ? - começa com a letra "C".

Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois "C" no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum.

Impressionante, hein?

E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. 

Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.

Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade? cinco.

Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra "C". Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o ato sexual e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com "C". Mas atenção: nem tudo que começa com "C" vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.


Obs: Imagem e reflexão extraída da postagem de 07.12.2015 do facebook:
https://www.facebook.com/filmeslivrospsicologia/?pnref=story

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

"DROGAS: MELHOR PREVENIR"


Obs: Imagem extraída do site:
mensagens.culturamix.com


"DROGAS: MELHOR PREVENIR"


A "indústria" da droga é um velho problema que continua ganhando espaço e causando danos. Felizmente temos conhecimento da existência vários bons trabalhos visando à recuperação - um processo difícil. Mas e a PREVENÇÃO? Será que oferecemos às crianças, sobretudo as mais marginalizadas, condições para crescer e permanecer saudáveis até chegarem à idade adulta e a velhice?

Pensando em PREVENÇÃO temos que ir às causas. quais são os fatores de risco para as crianças, adolescentes, jovens e até adultos? Autoestima baixa, ansiedade exagerada, insegurança, pais que abusam de substâncias tóxicas ou que sofrem transtornos mentais, ambiente caótico e hostil de maneira geral, relações autoritárias no ambiente familiar .... enfim, ausência de vínculos saudáveis na família, na escola e na comunidade.

O psiquiatra Eduardo Kalina afirma que a falta de amor e o abandono também podem ser causas que levam ao uso de drogas. Segundo ele a sociedade e a família frequentemente agem como indutoras ou facilitadoras do uso indevido de drogas, apresentando modelos sociais baseados numa cultura de morte e violência, com mensagens contraditórias, chegando a realizar propagandas permissivas quanto ao uso do álcool, fumo e implicitamente, de outras drogas. Há também famílias psicotóxicas, onde se faz uso exagerado de medicamentos, tabaco, café, álcool, trabalho e até de comida, de maneira compulsiva, para acalmar a angústia.

Viktor Frankl, autor da Logoterapia ou Análise Existencial, atribui a toxicodependência, ao menos em parte, ao sentimento de falta de sentido da vida, uma das expressões do vazio existencial. Nossa sociedade apresenta-nos uma cultura da comodidade e do fácil, onde dinheiro, prazer e poder são apresentados como forma de aquisição da felicidade. O sofrimento é evitado a qualquer custo, para crianças e jovens não propomos mais esforços, exigir-se, vencer-se, lidar com a frustração ou realizar algo que custa renúncia, condição essencial para chegar à renúncia de um prazer momentâneo como a droga. Segundo a logoterapeuta Elizabeth Lukas, nem todo ato de autodomínio é uma repressão e em cada situação podemos e devemos responsabizar-nos pelas nossas atitudes.

Fatores de proteção como a toxicodependência em geral também podem ser encontrados ou devem ser trabalhados na família, na escola, na comunidade, e atuam de forma inter-relacionada. Pais presentes, acolhedores e cuidadosos, atentos aos seus filhos, livres de dependências, além de uma educação baseada no afeto, na confiança recíproca, na valorização do ser e das suas potencialidades são muito importantes. Mas também com regras e limites claros, que o auxiliem na formação da consciência, que leve a fazer escolhas adequadas, renúncias e a assumir a própria responsabilidade perante a vida.

O homem de consciência não se deixa levar pelo inautêntico, tampouco é manobrado por interesse que o tornam uma fonte rentável no mercado de drogas. É necessário também que a criança e o adolescente possam contar com referências seguras e coerentes no adulto. Está absolutamente comprovado que crianças e jovens reproduzem os comportamentos dos adultos com quem convivem e não as palavras que ouvem deles.

Lukas, ressalta que as crianças não têm somente a necessidade de receber amor, mas também de desenvolver a capacidade de amar. Precisamos favorecer o despertar para a autotranscendência: olhar para além de si, ver o outro e ir ao seu encontro. Os jovens precisam ser valorizados e reconhecidos em seus talentos, tornando-se membros ativos na comunidade e na sociedade.

Também devemos educar para não fugir da dor. Um homem capaz de sofrer não mergulha num mundo simulado, mas quando se depara com a dor, assume-a com coragem, integrando-a no mundo da realidade.


DICA DA AUTORA:
Aprofunde o assunto com "VIVER DE CARA LIMPA - UMA ESCOLHA", de Ricardo Ribeirinha, Jocyelma Santana, da Editora Cidade Nova, site: www.cidadenova.org.br


AUTORA DESTE ARTIGO:
FÁTIMA APARECIDA CELESTINO DE BRITO
(A autora é psicóloga, logoterapeuta, especialista em psicologia clínica e jurídica e membro do grupo de Estudos Psicologia e Comunhão)

FONTE:
Este artigo foi extraído da Revista Cidade Nova - Fraternidade em Revista, tema: Psicologia (psicologia@cidadenova.org.br),  exemplar 595, ano LVII, nº11, mês: novembro, ano: 2015, página: 42, Site: www.cidadenova.org.br